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Busca do Literária 15

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Eliane Raye

Recebo hoje aqui no Literária 15 minha grande amiga Eliane Raye. Dentro dos novos movimentos literários, das obras emergentes, poderia destacá-la como uma incrível escritora que conseguiu, como poucos, aliar sentimento e virtuose intensamente.

Eliane é colunista de um grande portal de comunicação, o Mulheres de Opinião, está lançando sua primeira obra literária, mas já tem uma segunda que está para ser lançada ano que vem. Falaremos aqui sobre ambas.

Aliás, em duas obras, já é possível notar toda sua versatilidade, conteúdo, refinamento cultural, profissionalismo e um estilo inconfundível. Dona de uma linguagem especial, revela sua alma com grandeza e maestria em cada capítulo, uma escrita atraente, única e ao mesmo tempo de conteúdo diversificado, rico. Sua recente obra é um brilho aos olhos da Literatura Brasileira, e um brinde ao bom gosto dos leitores, que se encantam com sua maestria no mundo das palavras.

Eliane Raye nasceu no Rio de Janeiro e foi moradora de Brasília por 35 anos. Vive atualmente na cidade maravilhosa, é dentista, casada e feliz. Dedica parte de sua vida na inclusão de crianças carentes na ONG Médicos Solidários. É autora do livro “Os primeiros Socorros para os seus filhos”, que será publicado pela Editora Santos (Grupo Gen) em 2011, editora do site “Mulheres de Opinião”,“Mundo Mulher” e colaboradora do “Portal Literal”. O Portal é seu romance de estréia.

Na revista eletrônica "Mulheres de Opinião", vocês abordam, além de Literatura, Moda, Cinema, vários outros assuntos. Qual o impacto causado pelo retorno dos leitores sobre a nova visão que vocês lançam a cada dia sobre os temas abordados?
O principal objetivo da revista é levar nossas opiniões sobre tudo de fatos relevantes que acontecem no país sem aquele olhar “jornalístico”, até porque somos escritoras de ficção, e não jornalistas. Eu diria que o maior impacto desse retorno que recebemos com carinho diariamente é o fato de nos tornamos cada dia mais responsáveis pelos nossos artigos. Toda pessoa pública tem um responsabilidade com aquilo que fala... Somos formadores de opinião e isso exige um cuidado especial. Por isso dedicamos muito do nosso tempo em nossas matérias, na busca daquilo que nos é agradável para passarmos uma verdade e principalmente paixão naquilo que escrevemos.

"Mulheres de Opinião" vem se afirmando como um portal de exaltação cultural. Classificado por vocês como um "começar de novo". Até que ponto acredita em um "Renascimento" na valorização cultural brasileira a partir de canais independentes e visionários na internet como o de vocês?
A internet e os canais de relacionamento virtual, sem sombra de dúvida, abriram uma oportunidade muito grande a todas as pessoas que têm algo a acrescentar. Hoje não temos mais que gastar uma fortuna para sermos escutados ou notados, basta termos conteúdo. Bons leitores sempre existiram, mas os meios no qual a informação chegava à eles era restrita. Com essa nova fórmula, hoje podemos nos arriscar de outras maneiras, sem estarmos eternamente acorrentados àquilo que, quando muito novos, acreditamos ser o melhor para nossa vida em termos profissionais.

Em "O Portal" a personagem Elizabeth se depara com uma poderosa organização internacional. Há nesse embate, uma projeção da figura feminina diante das instituições patriarcais de nossa sociedade?
Não. O Portal é uma obra de ficção...um romance de entretenimento. Não tem como objetivo levantar polêmicas relacionadas as instituições na nossa sociedade moderna. Os mistérios envolvendo uma grande organização mafiosa nos leva a mergulhar mais fundo na trama, e perceber que a solução de tudo aquilo que a protagonista anseia por descobrir, está mais longe de seu poder do que ela imagina. Um “poder maior” envolvido na história, gera um suspense eletrizante e gostoso, que é o objetivo principal do livro: Bons momentos de leitura!

A trama de "O Portal" se desenvolve entre ambientes de duas culturas bem diversas, Nova York e Rio de Janeiro. Qual foi o ponto de equilíbrio e o aprendizado? Houve mais pesquisa ou experiência pessoal?
Eu moro no Rio de Janeiro há 05 anos, e como “forasteira”, percebo as maravilhas da cidade por um ângulo privilegiado. Fico muito entristecida com o descaso de algumas pessoas com o patrimônio rico e único da cidade. O Rio é cantado, citado, mostrado para o mundo de várias maneiras, às vezes não tão boas...Eu quis mostrar o que o Rio tem de mais bonito. Meu objetivo maior foi fazer com que, as pessoas que venham a ler “O portal”, sintam vontade de conhecer a cidade, seus mistérios, sua história. Citei restaurantes maravilhosos que eu conheci pessoalmente, lugares que desbravei assim que cheguei aqui, patrimônios como a Biblioteca Nacional, Passo Imperial, Corcovado, Gávea... O Rio de Janeiro é lindo! Assim como Nova York. Também sou apaixonada pela cidade... Pela sua diversidade cultural, pela sua beleza sem fronteiras. São cidades que amo, e esse foi o ponto de equilíbrio. O aprendizado sempre é rico quando se escreve sobre aquilo que amamos. Pesquisei muito sobre as duas cidades e uni esse estudo à minha vivência. O portal é uma obra repleta de informações curiosas e o mistério se desenvolve em meio a esse clima de realidade.

Há em "O Portal", muitos aspectos do relacionamento humano, como relações amorosas, família, entre outros. Você propõe uma mudança nessas estruturas a partir de uma visão feminina moderna e ousada como a sua?
Pelo contrário, busco firmar essas estruturas sociais baseadas em modelos perdidos. Procuro enfatizar a importância da relação de cumplicidade entre pais e filhos, de fidelidade entre homens e mulheres e de honestidade, sem perder a obstinação na busca dos sonhos e a perseverança naquilo que acreditamos. Embora eu esteja incluída na visão feminina pós-moderna, acho que perdemos muito do verdadeiro conceito de feminilidade com essa busca exacerbada pela independência. Acredito que devemos sim, ser donas do nosso nariz, mas a fragilidade da mulher, ao meu ver, é linda, e não deve jamais ser esquecida.

"Os Primeiros Socorros para os seus filhos" é um livro onde você orienta adultos sobre cuidados para com a saúde bucal de crianças. Mas percebe-se que é uma obra onde o lado profissional, dentista, se une a várias nuances, mãe, escritora. Conte-nos sobre a fusão desses dois universos, artístico e profissional, na elaboração da obra e na sua evolução na escrita.
Sempre fui ligada a arte. Fui cantora por muitos anos e tenho a música como um fator essencial para o meu bem estar. Além disso, a busca por imagens que traduzissem minha paixão pela melodia, sempre me incomodou. Fiz vários cursos de computação gráfica e sou apaixonada por fotografia. Minha realização como escritora, que afirmo ser a junção de tudo aquilo que aprendi durante minha vida, começou com a conclusão do meu curso de especialização em odontopediatria. Minha monografia falava justamente sobre acidentes envolvendo a boca e os dentes, e procurando por artigos relacionados ao tema, percebi que havia uma lacuna no que se refere aos primeiros socorros prestados às vítimas desse tipo de acidente. Esse livro contém 100 páginas ilustradas e explica de maneira clara, tudo aquilo que todos os pais, professores, ouso dizer, todas as pessoas deveriam saber sobre como se comportar nesses momentos críticos de acidentes envolvendo os dentes. Fazer a ilustração do livro foi gratificante. Sou apaixonada por desenho, e desse trabalho surgiu outra obra, um livro infantil escrito por uma menina de 06 anos chamada Nina Krivochein, que agora estou ilustrando. Esse foi o berço da minha vida de escritora. Hoje, com o Portal, posso dizer que encontrei meu lugar de conforto. Ser escritora para mim foi uma descoberta fantástica e estou feliz por isso! Adoro brincar com minha amigas dizendo: “ Não se preocupem... Me casei com o grande amor da minha vida as 37 e encontrei minha vocação aos 39 anos de idade! Não desistam nunca!”

É possível notar em seus escritos uma alma feminina radiante, algo que transcende a tríade celta de filha, mulher e mãe. Uma voz íntima, poderosa e suave percorrendo cada texto. Dentro desse ângulo, qual a sua visão hoje sobre a relação entre os brasileiros e sua "Neo-Literatura"?
Recentemente assisti à uma palestra, onde os editores da Sextante falavam sobre os novos rumos da empresa e fiquei muito feliz em perceber que o número de leitores brasileiros cresceu muito nos últimos anos. Talvez, agora, estejamos preparados para entrada de novas obras, de autores, principalmente os nacionais, que estão iniciando seu caminho no vasto terreno literário, trazendo algo novo, de qualidade, mas que se diferencie daquela literatura engessada, que buscava um apoio dos críticos sem se importar com a simpatia dos leitores. Acredito no meu trabalho... acredito nessa mudança de conceito e em minhas obras, procuro sempre oferecer uma clareza na narrativa , momentos de paixão, suspense, afinidade , mas principalmente entretenimento.



O Portal

O Portal é um romance de suspense e aventura ambientado nas cidades de Nova York e Rio de Janeiro.
Após a separação de sua esposa, o engenheiro químico, Robert, se muda para o Rio de Janeiro e leva com ele sua filha, Elizabeth. Tudo corria bem até ela perceber que alguém inscreveu símbolos desconhecidos em suas costas utilizando um objeto cortante, deixando marcas doloridas e misteriosas. Assustada, não consegue se lembrar dos acontecimentos que levaram ao incidente.
A partir desse fato, juntamente com Leonardo, um amigo que conhece na faculdade, Elizabeth começa a desvendar os significados de sinais que vão surgindo com suas investigações e se vê diante de uma perigosa organização internacional. Envolvida em um enigmático triângulo amoroso e com a sua vida em risco; a única forma de viver e salvar seu namorado, Steve, que desapareceu misteriosamente, é desvendar todo o segredo escondido por trás de suas cicatrizes.

http://www.elianeraye.com.br/
http://www.mulheresdeopiniao.com.br/
Booktrailer: http://www.youtube.com/watch?v=QpHjjH6tYzk
No twitter: @Eliane_Raye
No facebook: Eliane Raye
Editora Usina de Letras

Luís Delgado

Onomatopimba

Nós já conversamos aqui sobre neologismo, invenção de novas palavras ou atribuição de novo sentido a uma palavra. Pois bem, hoje vamos analisar novamente esse mecanismo sob um novo prisma, falaremos sobre onomatopeia.
O sentido é simples, o conceito bem estrito, define-se basicamente como o ato de imitar um som natural através de palavras, como por exemplo, tique-taque.
Mas como sempre, podemos ir muito além das definições de um dicionário, podemos potencializar esse recurso, aparentemente simples, e evidenciar um estilo literário baseado nesse relacionamento som e palavra.
Para ser mais direto, pense na questão do sotaque, ou ainda no jeito excêntrico, que algumas pessoas falam. Seria realmente complicado reproduzir essas peculiaridades seguindo a norma fielmente. É necessário, nesses casos, uma distorção, para que o texto mostre ao leitor como o personagem realmente se comunica, é preciso destituí-lo de forma. Aí é que entra a imitação dos sons, esse ângulo que menciono, poderia até ser confundido com o neologismo, ou ainda uma junção desse com a onomatopeia. Mas veja bem que estamos falando de reproduzir falas de personagens, ou seja, estamos lidando com “sons”. Tolkien, em O Senhor dos Anéis, foi verdadeiramente um mestre nesse sentido ao reproduzir as falas de Sméagol/Gollum. O excesso da letra “s” nas palavras mostra bem como esse personagem é singular, para quem assistiu a adaptação para o cinema sabe bem do que estou falando.
Colocar seis letras “r” ou “a” no final de uma palavra ou qualquer outra parte dela, transforma completamente a visão de um leitor a respeito da expressão do personagem, em poucas falas, ele já será bem conhecido dentro da trama, isso serve tanto para personagens inventados, como também para reproduções do cotidiano.
Experimente essa ferramenta, distorça, abuse da licença poética, permita-se sair do padrão, as falas nem sempre estão sob a pena da “agramaticabilidade”. Os leitores entenderão o que quer passar e isso marcará ainda mais seu estilo.

Sucesso!
Luís Delgado

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Rafael Lima

No Literária 15 de hoje recebo meu grande amigo Rafael Lima. Um escritor que uniu não só sua experiência literária, como também várias expressões artísticas em uma obra riquíssima, no vocabulário, na apresentação, no enredo, entre outros.

O autor apostou no uso de ilustrações para aperfeiçoar a obra e conseguiu esse efeito de maneira notável. Seu livro une estilos, se projeta para além da nossa realidade permanecendo compreensível e altamente atraente. Uma trama bem engendrada, com personagens que encatam os leitores.

Uma história que traz em si influências marcantes, belas imagens, definições de seres fantásticos, tanto já existentes, como concebidos pelo autor e pra quem se encanta ao terminar de ler, o alento de uma continuação que promete não menos do que repetir ou superar o sucesso dessa primeira parte.

Seu livro possui referências grandiosas. Até que ponto elas influenciaram na criação de sua obra?
Influenciaram demais, sobretudo na elaboração do cenário e das capacidades especiais dos personagens.

"Aura de Asíris – A Batalha de Kayabashi" narra uma grande guerra entre duas raças. Na criação dessas raças você se inspirou em algum elemento existente nos conflitos armados no mundo?
Acho que não. É verdade que as razões que fazem os banshees odiarem os furous e vice-versa são as mesmas pelas quais muitos povos guerreiam até hoje. Porém, em "Aura de Asíris - A Batalha de Kayabashi" a coisa toda é muito mais sintética. Ao menos nesse primeiro volume, é claro quem é bom e quem é mau, e, na vida real, não é assim que ocorre.

Na sua obra, há a mistura brilhante entre ambientes tecnológicos e a fantasia. Como foi esse processo? Essa "colisão"?
Sempre achei o gênero tecnofantástico interessante. Misturar utopias tecnológicas com lutas de espadas é algo muito sedutor. Final Fantasy, Star Wars, He-man e Thundercats estão aí para provar. Não que trocar phasers com inimigos a bordo de uma majestosa nave espacial seja algo insosso, mas, ao acrescentar a isso magia, deuses e combates corpo a corpo, tudo fica mais intenso e emocionante.

De que modo sua formação em publicidade reforçou sua carreira de escritor? Deixaria um conselho primordial aos novos escritores?
Enquanto estive na faculdade, aprendi não só escrever melhor, como me expressar melhor de maneira geral e fui apresentado à obras geniais. Coisas que abriram minha mente. Porém, acho que a influência que o curso de P&P exerceu no meu processo criativo para por aí. A verdade é que histórias sempre brotaram na minha cabeça, certo momento apenas comecei a colocá-las no papel.

Um conselho aos novos, como eu? rs... Leiam muito e escrevam muito.

"Aura de Asíris – A Batalha de Kayabashi" promete uma trilogia. Você pretende se lançar em outros gêneros, tramas, ou ater-se apenas a este trabalho, pelo menos por enquanto?
Tenho muitas histórias na cabeça, bem diferentes entre si. Já terminei o "Aura de Asíris - A Queda de Asíris", o segundo volume da trilogia, e estou terminando de revisar "Os Reis do Rio", um romance pós-apocalíptico situado no Rio de Janeiro. Porém, eles ainda não possuem qualquer previsão de lançamento, creio que isso dependerá muito das vendas do primeiro "Aura". Espero encontrar uma editora para eles em um futuro próximo.

"Aura de Asíris – A Batalha de Kayabashi" é repleta de esplêndidas ilustrações. Foi uma ideia que surgiu ao longo da criação, ou existiu desde o início?
Se elas são esplêndidas, isso se deve a Licínio Souza, que foi quem as materializou. Eu apenas lhe passei o briefing dos desenhos e ele fez o melhor que pôde. E o melhor dele é muito bom. Inclusive, nesse momento, ele está desenvolvendo a página inicial do site do "Os Reis do Rio".

Enquanto a história do "Aura 1" amadurecia na minha cabeça, imagens iam surgindo, cenas-chave. Elegi as que melhor representavam o livro e conheci o Licínio. Aí pronto.

Devido a sua formação acadêmica, você apontaria algum erro em especial no mercado editorial brasileiro em geral?
Parece que há certo receio, um tanto estranho, sobretudo por parte das grandes editoras, em se lançar autores nacionais do gênero especulativo. Creio que já passou da hora de diminuir a quantidade de best-sellers traduzidos e apostar mais na galera daqui que, creio eu, tem mais potencial para escrever coisas interessantes para nós, brasileiros, que estrangeiros. Obras que podem ter argumentos de venda muito melhores que "não-sei-quantos milhões de livros vendidos nos EUA", ou algo do tipo. Essa premissa, "vendeu bem lá, vai vender aqui", já está batida, além de já ter demonstrado ser, em inúmeros casos, equivocada.

É certo que, com esses blockbusters literários, as grandes brasileiras tem o seu garantido (também, pudera, investem pesado no marketing dessas obras). Porém, elas precisam arriscar mais. É preciso que surjam novos Viancos, ícones tupiniquins que alavanquem o mercado e sirvam de inspiração para novos autores tupiniquins. Seria algo extremamente benéfico para o mercado editorial brasileiro.

Há editoras de portes menores, como a Draco e a Tarja Editorial que, nesse sentido, estão muito à frente das grandes. Sabem do nosso potencial e apostam mesmo, e de forma honesta, em brasileiros. Não só isso. Pelo que ouço, tem um forte desejo de transformar suas obras em marcas lucrativas, estampando-as nos mais diversos produtos. Ou seja, possuem uma visão de negócio mais ampla, não se esforçam apenas para vender livros, e sim para estarem inseridas na indústria do entretenimento de uma forma geral. É assim que tem que ser. Bato palmas e desejo boa sorte para elas.


Aura de Asíris – A Batalha de Kayabashi

Há séculos, banshees e furous guerreiam ao norte de Asíris, mundo governado por uma avançada tecnologia e permeado por uma energia chamada Aura. Apesar dos banshees terem vencido a maior parte das batalhas, algo está para mudar.
Uma antiga lenda, que prevê o nivelamento de forças entre as duas raças e, consequentemente, o fim desta que é conhecida como a Grande Guerra, aparenta ser verdadeira quando os furous inexplicavelmente se tornam mais poderosos e capazes de derrotar seus inimigos pela primeira vez na história.
A partir daí, uma batalha sem precedentes eclode em uma região conhecida como Deserto de Kayabashi. Neste cenário de tensão e expectativa surge Yin Ashvick, um menino de doze anos que pode ser a única esperança de todos. Ele terá que enfrentar uma longa e perigosa jornada, a qual colocará à prova sua coragem, altruísmo e determinação.
Para isso, terá a ajuda de seu mestre, Hanai Ashvick, o general do exército banshee, Irwind Heatbolth e outros personagens bastante carismáticos. Cada um terá que encarar seus piores temores para descobrir a verdade por trás da onda de terror que assola sua terra e pôr fim na grande ameaça que se aproxima.

Para comprar o livro por R$ 29,00, incluindo envio, autógrafo e dedicatória, é só entrar em www.auradeasiris.com/comprar.html e seguir o passo-a-passo.
Editora Isis
http://www.auradeasiris.com/

Luís Delgado

AAAAAção

Contar histórias através de palavras é uma arte cheia de nuances, uma que vamos falar hoje é sobre narração de movimento. Se você escreveu, ou está escrevendo um livro onde há muita ação, talvez com batalhas épicas ou quem sabe tiroteios, você sabe exatamente do que estou falando. Como descrever uma briga num bar, por exemplo, de maneira mais descritiva?
Roteiristas são experts nisso. Como o cinema era mudo no início, toda sua essência se baseia na ação, os personagens são o que fazem, não o que dizem. O diálogo não é extenso, só se diz o essencial para revelar os personagens e levar a história adiante. Trata-se de um mundo onde a trama é contada em imagens.
Você pode perfeitamente narrar combates, fugas, entre outros, sem ter tido qualquer contato com o mundo do roteirismo, talvez aprenda muito com livros de fantasia. Mas a dica hoje é sobre uma nova experiência!
Estudar roteiro, ler alguns e até mesmo escrever os seus, mesmo que poucas páginas, duas ou três, pode ser até deixando de lado a formatação e o modo de escrever que essa arte exige. A questão é que após você passar por essa abordagem vai voltar à literatura com uma visão ampliada, pois no cinema os personagens têm de ser muito bem definidos, as falas precisas, a trama cadenciada, portanto, se após estudar um pouco você conseguir conciliar o aprendizado com a narrativa literária, perceberá o quanto aprimorou sua descrição nos movimentos, a profundidade das falas, não é preciso abrir mão de nada no seu estilo, nem mesmo fazer correções, apenas acrescentar. Você estará ampliando sua gama de conhecimentos no mundo da escrita, se capacitando em mais uma profissão, além de expandir sua visão de mundo. Aproveite!
Sucesso!
Luís Delgado