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sábado, 28 de agosto de 2010

Sandro Henrique Souza

No Literária 15 de hoje recebo meu grande amigo Sandro Henrique Souza. Um escritor que já mergulhou em várias vertentes literárias, poeta, contista, autor de romance, dramaturgo; isso sem falar de sua formação acadêmica que é riquíssima.

Com um estilo filosófico e sociológico, seus textos primam por uma essência reflexiva típicas de um escritor de notável erudição.

Sandro participou em alguns concursos e eventos usando também o pseudônimo Arts Hanryck.

Sandro possui uma visão de mundo incomparável, seus textos, construídos com dedicação e empenho em cada palavra, foram tecidos através de um olhar que compreende a realidade atual e também a passada. Textos de uma clareza e um dinamismo que levam o autor a refletir sobre si mesmo e o meio em que vive. Uma ótima dica de leitura para qualquer pessoa.

Acadêmico de Ciências Jurídicas. Cursou também Ciências Sociais e Políticas. É estudioso, tendo um conhecimento que abrange diversas áreas como sociologia, ciência política, filosofia, antropologia, história da arte, ciência do direito, psicologia social e forense. Na literatura, escreve romances, contos, prosas poéticas, aforismos e peças teatrais. Escreveu “Estigma de um besouro raro” (romance); “O sertão, um ser e a solidão” (prosa); “Sala fechada” (contos); “Telas, cores e espaços” (prosa); “Espelhos falsos, reflexos de ilusões” (romance); “Cinzeiro” (obra em verso); “O último brinde” (peça teatral); “Cama de páginas” (contos). Sua literatura tem cunho filosófico (existencialista e metafísica), psicológicos, sociológicos e político.

Estigma de um Besouro Raro se passa na década de 70, em meio à ditadura. Houve muita pesquisa? E até que ponto aprofundar nesse tema mexeu com suas visões de mundo?
A história se passa no ano de 1975. Como cursei Ciências Sociais, e sou acadêmico de Direito, minha visão de mundo se ampliou bastante. Estudei os períodos históricos e políticos do Brasil e do mundo, e que serviram como conteúdo importante para falar sobre o período ditatorial onde a narrativa acontece. Tive a influência das idéias marxistas. Muitos dos meus textos possuem críticas sociais. Estigma de um besouro raro consegue ir além de temas sociológicos, como o poder dominante, para falar dos diversos sentidos da liberdade, e de alguns fundamentos filosóficos.

Sua narrativa possui uma abordagem muito rica, um romance filosófico e sociológico incrível. Existe uma vontade sua desde a concepção do romance de operar alguma mudança social através da obra?
Em alguns livros que escrevi desejo que o leitor desperte para a realidade social vigente, as alienações, as explorações, as ideologias dominantes, como também para o sentido da existência. Meus livros, além de críticas sociais, contêm fortes abordagens existencialistas, psicológicas, metafísicas, solipsistas, gnósticas, teosóficas, budistas e espiritistas. Gosto de enriquecer meus escritos com todas essas linhas de pensamento. Anseio, de alguma forma, contribuir com minha literatura para as reflexões do ser nesta existência e o transcender dela. O livro Espelhos falsos, reflexos de ilusões, por exemplo, fala, entre outras coisas, de percepções, e o quanto somos ludibriados. Fala sobre inversões, uma realidade distorcida, e outra que transcende o nosso ser.
Ainda almejo ver um mundo mais humanista, fraterno, e que as grandes desigualdades sociais diminuam. Que o ser humano evolua no sentido do altruísmo, e na construção de sociedades justas.

Nos conte sobre o "cuidado", ou "precaução", ao escrever um livro onde cada frase têm toda uma intenção por trás, um significado, uma reflexão.
Ter tido contato com essa vastidão de linhas de pensamentos distintos, fez com que os meus livros se tornassem enriquecidos de termos e reflexões. Invento mensagens nas frases, principalmente filosóficas. Para um leitor que não teve contato com a filosofia, sociologia e a psicologia, talvez elas passem despercebidas, mas, para os que têm um bom embasamento nessas áreas das Ciências Humanas, notarão a diversidade de assuntos que trato em cada uma delas.

Você é um autor que passeia por várias áreas da Literatura, tendo inclusive escrito uma peça teatral chamada O Último Brinde. Essa sua multiplicidade sempre existiu ou foi uma progressão?
Leio bastante, e isso me permite ter uma percepção mais abrangente dentro da literatura, permitindo-me escrever sobre diferentes linhas literárias. Sou inquieto, não consigo me prender a uma só área da literatura. Claro que isso não foi de uma só vez. Comecei escrevendo contos, e posteriormente, romances, peças teatrais e poemas. Na peça O último brinde, eu junto elementos de metafísica, existencialismo, surrealismo e espiritualismo. Há dialética entre as duas personagens principais: uma tem visão niilista, a outra, espiritualista.

Entre contos, poesias, romances, peças de teatro; existe uma preferência ou algo com o qual você se identifica mais?
Eu gosto de todos esses gêneros, mas acredito que no romance, por ser uma narrativa longa, eu posso explorar melhor e com mais detalhes sobre algumas ideologias, e inventar situações e personagens.

Seus blogs possuem muita cultura, muitas citações, dentre elas percebe-se fortemente a figura de Friedrich Nietzche. Até que ponto ele influenciou sua vida, suas obras?
Os filósofos existencialistas Soren Kierkegaard, Jean-Paul Sartre, Martin Heidegger, Arthur Schopenhauer, e principalmente Friedrich Nietzsche, exercem bastante influência em quase tudo que escrevo. O que me encanta em Nietzsche é a forma que ele escrevia, repleta de aforismos. Além deles, outros escritores são base para os meus escritos, como Graciliano Ramos, Franz Kafka, Knut Hamsun e Rainer Maria Rilke. Este último, no livro Carta a um jovem poeta, aconselha Franz Xaver Kappuz, a olhar para dentro. É justamente o que faço. Tudo que escrevo vem de dentro, dos meus sentimentos.

Você é um escritor de uma formação notável, antropologia, sociologia, política, entre outras mais. Mergulhado em tanto estudo, e em contato com tanto conhecimento, qual a sua visão sobre a relação do brasileiro com a Literatura Contemporânea?
A Literatura Contemporânea Brasileira é fértil. Temos excelentes escritores, e outros que estão surgindo. Infelizmente ainda desconhecidos do grande público. Num país onde o índice de analfabetismo ainda é gigantesco, e a renda da maioria da população é escassa, é compreensível que não se leia muito. O que falta é dar condições para que os brasileiros leiam mais, e incentivo para os artistas da palavra.


Estigma de um Besouro Raro

Estigma de um besouro raro é um romance filosófico e sociológico, que conta a história de um pesquisador de besouros que se distingue dos habitantes de sua cidade, diferenciando-se dos padrões sociais vigentes de sua época (ditadura militar dos anos 70), sofrendo o estigma por ter dotes intelectuais e artísticos avançados, e por sua origem familiar. O romance tem um conteúdo rico de termos e reflexões. Cada frase expressa um significado forte. É uma leitura onde se deve atentar para cada palavra, frase e pensamento. Cada uma das frases está enriquecida de abordagens filosóficas e sociológicas, e o leitor perceberá a multiplicidade de mensagens e interpretações que elas contêm. O livro fala ainda de liberdade, existencialismo, e o ser social moldado pelas regras do poder dominante.

Publicado pela editora CBJE, do Rio de Janeiro.
1ª edição, maio de 2010.
Autor: Sandro Henrique Souza

Para adquirir um exemplar entre em contato com o autor pelo e-mail: literaria_arte@hotmail.com

Esta primeira edição já está se esgotando. Os pedidos serão atendidos na 2ª edição.

http://escritorsandrohenriquesouza.blogspot.com/
http://artshanryck.blogspot.com/
http://escritorsandrohenriquesouza.webnode.com.br/

Luís Delgado

O Leque do Agente

Você já deve ter lido aqui no blog, na Dica 15, algo sobre Agentes Literários. Vou abordar um pouco mais o tema agora.
O Agente Literário realiza uma parceria com o autor, ganhando uma porcentagem deduzida do percentual recebido pelo escritor. Ou seja, do que você ganha com uma venda, uma parte vai para ele, diferentemente de um acessor de imprensa, que cobra um valor “x” para realizar uma divulgação do seu material dentro do espaço que ele atua.
Um agente tem interesse direto na venda, pois como eu disse, é daí que sai sua renda. Tudo é estabelecido através de um contrato. Existem diferentes tipos de agenciamento, mas basicamente o que é oferecido são a parte de venda e a participação em eventos, embora também seja comum escritores outorgarem aos agentes o poder de negociar os direitos do livro para peças de teatro, por exemplo.
Há profissionais que permitem ao autor escolher como será o repasse da renda e se o relatório de vendas será controlado por um ou por outro.
Mas nunca esqueça desses relatórios de venda, manter a veracidade de informações não é só uma medida de segurança, mas também um modo de estabelecer uma relação profissional e saudável com o agente contratado. E é bom que a relação entre os dois seja boa, pois seus interesses serão os mesmos.
Então, se anda precisando de uma ajuda para promover seus livros, ou seu nome no meio, saiba que esse profissional é super recomendado. Pesquise entre os existentes, e se quiser mesmo trabalhar com um, escolha o que vá direto às suas pretensões, pensando sempre no tipo de serviço que você quer e seus recursos, para juntos, obterem os melhores resultados.

Sucesso!
Luís Delgado

sábado, 14 de agosto de 2010

Explicação

A entrevista aqui postada no dia 14 de agosto de 2010 foi retirada por motivos de força maior.

Esclarecemos que o blog continua normalmente.

Luís Delgado

Pacto das Livrarias

Nós já falamos aqui no Literária 15 sobre os tipos de editoras, as que imprimem sob demanda e não têm seu lucro baseado na distribuição e venda, mas sim na produção do livro, e o modelo oposto, as editoras que têm o lucro marcado pela venda de exemplares.
Caso você seja um escritor e tenha uma obra publicada, com certeza vai querer colocá-la à venda nas livrarias, o que é muito bom e fundamental. Mas aí vai esbarrar em dois caminhos, a livraria ou vai comprar uma quantidade de livros para vender, ou vai falar em consignação. E você se pergunta que diabos é isso. Venda por consignação é um tipo de venda onde o risco é do fornecedor, ou seja, a livraria só irá pagar ao fornecedor aquilo que ela vender.
Você já deve ter percebido que o primeiro modo de distribuição é mais atrativo, mas uma questão importante é quem é o fornecedor.
Isso mesmo, nem sempre o fornecedor é a editora, há editoras que têm negócios com determinadas livrarias e outras que não distribuem para nenhuma. Nesse último caso, o acordo com as livrarias é independente, ou seja, você autor é quem vai ter que negociar.
As livrarias trabalham com taxas elevadas, mais de 50% sobre o preço de capa. E se você fizer da forma independente, terá que arcar com estoque, envio, ou ainda pode vender um número “x” para a livraria e quando terminar o contrato ela devolver o que não vendeu, mas bancando estoque e envio.
São experiências diferentes e uma boa dica é levar em conta o custo x benefício para não sair no vermelho. Mas saiba que sites de editoras realizam poucas vendas, então o negócio é atingir as livrarias, portanto faça o possível para isso acontecer, negocie, reveja preços, afinal de contas venda é também propaganda e retorno de investimento, duas coisas básicas para um escritor.

Sucesso!
Luís Delgado