Um novo conceito em Blog Literário!

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Busca do Literária 15

quarta-feira, 17 de março de 2010

Nathalia Wigg

No Literária 15 de hoje, recebo minha querida amiga Nathalia Wigg. Nos conhecemos nas ruas virtuais do Orkut, e desde então, nossa amizade só cresceu, Nathalia é especial, por muitas vezes seus conselhos me ajudaram imensamente.

Tive a felicidade de ler seu livro Essência Azul - O sagrado caminho das estrelas e posso afirmar que é uma obra inesquecível, única, que mudou em muito o meu modo de ver a vida. Muitas vezes nos enxergamos nos personagens do livro, aprendemos com eles, e essa sensação é maravilhosa. A autora revela a cada página uma sensibilidade imensa, uma capacidade de tocar a alma do leitor com toda a sabedoria e magia próprias da escritora. Seu nome vem crescendo no mundo literário e para muitos já é uma revelação. Suas palavras são imortais, e seu dom mostra um caminho para quem quer se autoconhecer e ser feliz.

“Eis que chega, assim, a mais sublime essência,
Invadindo a alma e purificando as pontes
Que ligam o homem ao pico da existência,
Por descobrir que a fé transporta montes.”
(Nathalia Wigg)

Essência Azul é o resultado de anos de estudos, experimentos, pesquisas e insights. Uma obra que, além de ser rica em beleza literária, reúne dados relevantes e reveladores sobre a mente e o espírito. A autora afirma que o autoconhecimento e a consciência são pontes vitalícias que levam ao mundo dos sonhos, das realizações, da iluminação e do amor. Nesta grande obra, produzida com incontestável seriedade, Nathalia Wigg nos mostra a completude da vida.

Contos, crônicas, ensaios e poesias se entrelaçam em envolventes histórias. Amor, inspiração, mistério, revelação... Um livro onde o final é apenas o começo.

Abaixo alguns dos belos trechos da obra, o nome do conto está entre parênteses.

Mais do que chama, o amor é luz. Mais do que paixão, o amor é amizade. Mais do que tentativa, o amor é perseverança. (Caminhos do amor)

Mas, naquele momento, Dora estava sofrendo. Talvez precisasse do colo da mãe. Talvez precisasse voltar ao útero materno para ter uma nova chance de recomeçar. Talvez precisasse voltar ao útero do mundo...
(Bolinhas de Gude)

– Meu filho, lembre-se sempre, os sonhos se realizam à medida que o homem os liberta!
– E como fazer isso?
– O homem liberta os sonhos quando permite que o coração seja a bússola do seu caminho.
(Dançando nas nuvens)

Aprendi que a mais árdua e bela das peregrinações é aquela em que percorremos ruas e becos de nós mesmos.
(A porta secreta)

Essência Azul é uma joia do bem-viver. Muitos caminhos alternativos são apresentados aos leitores como soluções para muitos tipos de sofrimentos. Como tem sido o retorno de quem percorreu com você o sagrado caminho das estrelas?
O retorno tem sido gratificante. Algumas pessoas entram em contato e descrevem o que sentiram após a leitura dos contos. São relatos sempre positivos e, muitas vezes, intensos. É uma enorme felicidade perceber a conexão dos leitores. Fazer o bem faz tão bem! Há um tempo, uma leitora disse que gostou tanto do conto Stella Blu que o leu 4 vezes. Isso toca, mexe com a gente. Tenho percebido que não existe um meio termo com esse livro. Ou a pessoa se conecta ou não se conecta. É bem simples. As histórias ficcionais de “Essência Azul” levam o leitor a percorrer um caminho interno. E, num mundo repleto de superficialidades, esse trajeto às vezes assusta. Divago, através de contos, sobre vida, morte, além... amor, dor, inveja, humildade, superação... e tantos outros sentimentos humanos; muitas vezes velados, mascarados, artificializados.

Há alguma história do seu livro que você vivenciou de verdade?
Todas e nenhuma. As histórias são criadas, mas os alicerces são reais. O sentimento é real! Muitas histórias não vivi inteiramente como está no livro, mas vivenciei algumas passagens. Há muitos fragmentos da minha vida ali. Os contos surgiram através de uma alquimia daquilo que carrego comigo e que segue a ordem: realidade - inspiração - criação. Ocultei certos mistérios da minha vida “atrás” da ficção. Às vezes, a realidade pode surpreender mais do que histórias ficcionais.

Por que decidiu unir tantas vertentes artísticas em sua obra, como poesia, imagens, contos e crônicas?
Achei interesse misturar todas essas estruturas. Tudo se completa. O livro tem uma ordem conceitual bem precisa. As poesias e imagens completam os contos e crônicas. Bastante coisa aconteceu durante a produção de “Essência Azul”. 70% dos contos foram criados especialmente para esse livro. Algo me dizia: “existe uma ordem perfeita para os textos”. Então, imprimi tudo e joguei as folhas no chão do meu quarto. Meditei por um longo tempo enquanto observava a papelada... fiz cálculos racionais e emocionais. De repente, já tinha encontrado uma sequencia ideal.

Os desenhos foram feitos pelo artista plástico Leandro Guinard. Conversamos bastante. Fui à casa dele, mostrei como queria os desenhos, falei sobre os personagens... sobre características físicas, sobre a essência das imagens que deveriam ser criadas. Enfim, o Leandro captou tudo brilhantemente. Foi ótimo trabalharmos juntos. É um tipo de artista que você lança uma ideia e, depois de alguns dias, ele a transforma em realidade. As imagens deram forma à essência do livro.

Seu nome aparece em muitas antologias, algumas até internacionais. Foram convites, projetos seus, ou ambos?
Ambos. As antologias que participo são resultados de concursos, seletivas e co-edições. Têm novos trabalhos ainda por chegar. Acho ótimo participar de antologias (claro, quando são de qualidade.)

Você já participou de Concursos Literários brilhantemente, chegando a tirar o 1º lugar em um chamado Elo de Versos. Conte-nos a sensação de vencer um concurso como esse e a importância de projetos assim.
A sensação é ótima. Vencer um concurso nos enche de esperança e traz mais combustível para continuar a caminhada. Traz entusiasmo! Entretanto, acredito que uma pessoa pode ter muito sucesso sem ter ganhado prêmios literários. Cada trabalho é único. Para ser contemplado, não basta ter uma produção de qualidade, é preciso agradar o gosto dos jurados. Gosto é algo muito relativo. Têm concursos que dão preferência a trabalhos mais eruditos, complexos, herméticos e técnicos. Outros dão preferência a trabalhos mais simples, objetivos, claros, embora técnicos. Alguns concursos recebem material de 2.000 concorrentes. Alguns mais, outros menos. Peneirar 10 textos desse monte é muito difícil. Muita gente boa fica de fora.

Mas acho extremamente importante participar de concursos literários. Quando ganhar e perder se tornam acontecimentos naturais é sinal de equilíbrio, maturidade. Algumas pessoas, por vaidade em excesso, não conseguem lidar com a perda, com o “não”, se sentem frustradas. A falta de humildade cega de tal forma que a pessoa não consegue aperfeiçoar a escrita. Participar de concursos constantemente é um exercício maravilhoso no qual ganhar, ou perder, se torna uma questão de ponto de vista. O excesso de crítica, direcionado a outros profissionais do meio, também nos deixa bitolados. Saber admirar outros escritores nos faz crescer..., abre portas. Sempre temos algo a mais para descobrir.

Aprendo muito na comunidade “Concursos literários”, no Orkut. Aquilo lá é um mundo de possibilidades. Os concorrentes se ajudam, festejam e protestam juntos. É um exemplo de união, de pessoas que sonham, persistem e que, de um modo ou de outro, estão querendo evoluir juntas.

O que acha do estímulo à leitura, hoje, no Brasil? Acha que são necessárias mudanças?
São necessárias muitas mudanças. Para algumas pessoas, ler é um sacrifício. Outro dia, estava numa livraria, e uma menina de aproximadamente 5 anos sentou à minha frente. Em seguida, pegou um livro infantil e disse à mãe: “Mãe, lê pra mim.”. A mulher simplesmente retrucou: “Garota, deixa isso aí.”. Logo, pegou a menina por um braço e a levou embora. Eu fiquei paralisada, chocada. Diante de mim, uma mãe roubou da filha a possibilidade de obter conhecimento, de conhecer novos mundos, de nutrir o processo criativo e aprimorar o gosto pela leitura. Criação é a capacidade de construir um mundo novo!

Precisamos de projetos de incentivo à leitura nas escolas e fora delas. Todos precisam ter acesso ao livro. O incentivo da família e dos professores ajuda muito. O individuo precisa de exemplos. A imagem do escritor não pode ser mais daquela figura inalcançável. Novelas e propagandas também deveriam explorar frequentemente esse mundo da leitura. Nas escolas, além dos autores clássicos, também deveriam entrar, no projeto pedagógico, autores atuais. Criança gosta de Harry Potter. Por que não oferecer fantasia para a garotada e, depois, apresentar outros livros mais herméticos? Ainda tem muita coisa arcaica por aqui.

É possível viver apenas como escritora?
Tudo na vida é possível. Subestimar essa possibilidade é um crime! Aliás, subestimar a capacidade de qualquer pessoa é um crime! O caminho do profissional da escrita é muito longo. Ainda existe demasiado preconceito no nosso país. Muita gente não valoriza a profissão de escritor, por pura falta de conhecimento. Por exemplo, seria leviano de minha parte dizer que eu não sou escritora. Desde pequena minha vida girou em torno disso. Cursei Letras, me pós graduei em Língua Portuguesa, fora a dedicação integral à minha carreira. Claro que daqui a 10 anos saberei mais do que sei hoje. Mas que profissional não é assim? Um médico de 25 anos pode ter um ótimo destaque e desempenho, mas, inevitavelmente, depois de 10 anos ele terá mais experiência e será ainda melhor.

Tem gente que só atribui a profissão da arte à fama: depois que o indivíduo fica famoso, ele é considerado escritor, ator, músico de verdade... as pessoas esquecem o quanto cada um tem que ralar para chegar no topo, e que tem gente excepcional que nunca conseguiu chegar (e nem por isso deixou de ser profissional). Escrever é um compromisso, uma responsabilidade com a sociedade! É um trabalho solitário, muitas vezes não compreendido, onde a pessoa estuda, pesquisa, lê, escreve, batalha muito, corre atrás de inúmeros atalhos no mundo da literatura. Enfim... é um trabalho que precisa ser reconhecido de verdade no nosso país.

O grande problema é que, infelizmente, não há um controle na produção literária. Tem gente que nunca estudou, está completamente por fora do mundo literário, e diz: vou publicar um livro, vou ser escritor! Então, a pessoa procura uma editora e publica um trabalho sem ter feito uma revisão minuciosa, ou sem ter contratado um revisor de textos. Pronto, o estrago foi feito! O livro sai cheio de erros ortográficos e gramaticais... e quem “paga o pato” somos todos nós escritores. Eu, você, e um monte de gente que está batalhando seriamente por aí... pois essa banalização desvaloriza. Pior, uma criança pega um livro com erros e aprende errado... Isso é muito complicado. O ideal seria cada pessoa ter responsabilidade, já que não existe um controle. Qualquer publicação precisa ser feita com esmero.

Contudo, é possível viver como escritor. Existem inúmeras possibilidades nessa vida. O apoio da família é muito importante. Se não existir apoio, sem problemas! A pessoa simplesmente precisa acreditar, precisa persistir!


Essência Azul - O sagrado caminho das estrelas
Essência azul é um conjunto de histórias que instiga a reflexão.
Com ilustrações, e reunindo poemas, contos, crônicas e ensaios é um mergulho profundo na alma humana. As palavras presentes nesse livro inspiram sentimentos variados, tais como ternura, seriedade, paixão, humor, alegria.
Nathalia Wigg delineou a chave que abre as portas do sucesso e a transformou em livro.
Seja bem-vindo a esse mágico caminho das estrelas.
Uma rota que promete grandes surpresas e que leva ao amor, à consciência, à paz, à esperança e ao sucesso.


O livro é vendido através do site: http://www.nathaliawigg.com.br/
ISBN: 978-85-7810-179-4
N° de páginas: 144
Editora: CBJE (Câmara Brasileira de Jovens escritores)
Nota: O livro possui 13 ilustrações feitas pelo artista plástico Leandro Guinard

Luís Delgado

Nas ondas do Booktrailer

Ultimamente muitos autores têm recorrido a essa opção de divulgação para seus trabalhos. Visitando sites como o YouTube podemos encontrar uma infinidade de booktrailers que vão, desde autores em início de carreira, até os mais experientes.
A internet conseguiu melhorar as regras de competitividade realmente, e se tornou a principal ferramenta de marketing para, não só os escritores, como muitos profissionais. A tecnologia venceu barreiras e selou as distâncias. Agora, possuir um vídeo promocional do seu livro é fácil e muitas vezes até gratuito.
Existem profissionais altamente capacitados que podem numa exibição de poucos minutos, tornar sua obra muito atraente. Os booktrailers trabalham fortemente com estímulos visuais e auditivos, imagens marcantes, alguns trechos das obras ou um resumo, além de uma trilha sonora totalmente ajustada ao enredo. Lembrando ainda que há algumas editoras que já incluem esse serviço na produção da obra.
Caso queira dar um up na sua divulgação fazendo uso deste surpreendente mecanismo sem colocar a mão no bolso, há uma combinação que pode ser realizada. Usando imagens gratuitas da grande rede, criando uma trilha sonora em algum editor de áudio, ou incorporando uma música já pronta (nesse caso lembre-se de postar o nome da canção e do artista) e combinando tudo isso em algum programa como, por exemplo, o Windows Movie Maker, você mesmo pode criar o trailer do seu livro em sua própria casa.
Lembre-se ainda de pontos importantes, como, passar não só a alma do livro, mas também o nome do autor, editora, algum site, e-mail ou blog, dados autorais como os da trilha sonora, e ainda o modo como as pessoas podem adquirir um exemplar.
Saiba que tudo isso pode ir além de exibições na internet, você pode realizar exibições em feiras literárias e outros eventos. Não perca tempo, aproveite esta incrível ferramenta e impressione seus futuros leitores.

Sucesso!
Luís Delgado

terça-feira, 2 de março de 2010

Rober Pinheiro


É com um imenso prazer que recebo hoje aqui no Literária 15, Rober Pinheiro. Um grande amigo que conheci quando publicava meus primeiros livros, éramos da mesma editora e aos poucos fui conhecendo essa pessoa fantástica.

Rober tem um talento notável, não é apenas mais um escritor de livros de fantasia, seu processo de criação é de uma profundidade incrível, a capacidade de criar mundos, engendrar seres e tecer as mais belas e impressionantes realidades surpreende qualquer um. Às vezes é quase possível tocar esse mundo, se tornar íntimo de seus personagens e viajar com eles por Thargor.

Poderes ancestrais, guerreiros, mistérios, monstros e perigos emocionantes nos levam a sentir na pele esta jornada única.

Esse é seu diferencial, tudo é muito verdadeiro e coerente, as tramas são muito bem concatenadas, há emoção e acabamos viajando nas belas aventuras que se desenrolam em cada página.

Uma breve descrição desse grande autor: "Rober Pinheiro é cearense de nascimento e paulista por força do destino, desde cedo desenvolveu um gosto todo especial pela literatura, principalmente aquela com inclinação para a magia e aventura. O primeiro romance, "Lordes de Thargor, o Vale de Eldor", tem muito de ambas as coisas. Também participou da antologia sci-fi Invasão, do quarto volume do "Projeto Paradigmas", da seleta de contos fantásticos "No Mundo dos Cavaleiros e Dragões" e é o prefaciador da antologia "UFO - Contos Não Identificados. Atualmente, trabalha o segundo livro da série Lordes de Thargor, chamado "O Herdeiro de Seämus".

Quando e por que você decidiu escrever Lordes de Thargor o Vale de Eldor?
Minha paixão pela literatura vem desde pequeno. No pouco tempo que sobrava entre trabalho e escola (comecei a trabalhar cedo, por volta dos 11 anos) eu me enfiava de cabeça em uma pilha de revista em quadrinhos. Aos poucos, fui migrando pros livros, e aos quinze, já tinha lido nomes interessantes da literatura mundial, como García Márquez, Salinger, Saramago, Ubaldo Ribeiro e Murilo Rubião. O negócio da escrita começou por essa época também. Ganhei de presente uma agenda escolar e comecei a preencher as páginas com histórias de deuses e guerreiros (algumas de super-heróis também) e fui criando pequenos contos desconexos, cuja única ligação entre si eram a temática fantástica. Algum tempo depois, mostrei esses contos a um amigo e ele me sugeriu reuni-los em algo maior e escrever sobre isso. Foi o primeiro passo para a criação do mundo de Thargor. A partir daí, dos contos e da ideia, comecei a esboçar um universo inteiro, com geografia, cronologia, raças, crenças, mitos e tudo o mais que pudesse me ajudar na composição de uma história que fosse ao mesmo tempo interessante e que tivesse embasamento em tudo àquilo que eu havia livro/visto/aprendido. Assim, nasceu o “Lordes de Thargor”, surgido da minha inclinação pela fantasia. Sempre admirei a capacidade que alguns autores fantásticos, como Gabriel García Márquez e Murilo Rubião, tinham de nos mostrar o quanto podemos enxergar de nós mesmos através do uso do lúdico.

O mundo de Thargor, as raças e criaturas surgiram antes da trama ou foram criadas em consequência da história?
Na verdade, as ideias surgiram praticamente juntas e foram passadas pro papel em tempos diferentes. O arco de histórias que originou o primeiro livro surgiu primeiro, a partir dos conselhos que recebi do meu amigo e de muitos dos contos que eu havia escrito. Porém, pra dar vazão à história eu precisava embasá-la. Então, criei e desenvolvi as ideias pra raças, cosmogonia, geografia e tudo o mais que faz de Thargor um universo tão amplo. Antes de iniciar a história do primeiro livro, passei para o papel (e posteriormente pro blog) todo o material que havia criado para dar sustentação à história, material que pode ser acessado no blog Thargor (www.lordesdethargor.com).

Pelo visto você está escrevendo uma sequência, além de participar em antologias. Pretende fazer de Lordes de Thargor uma grande série, talvez dedicar-se apenas a este romance? Ou pretende escrever ainda romances de outro gênero?
Lordes de Thargor é a minha menina (ou seria menino?!) dos olhos. Foi a primeira história que escrevi e que realmente tomou muito de mim. Então, é normal que eu tenha por ela uma grande paixão. Porém, Thargor é um mundo de muitas histórias e, além dos livros deste primeiro arco, tenho outros contos passados em épocas diferentes e com personagens diferentes, além de projetos que envolvem personagens ainda desconhecidas do Reino Dourado. Aparte disso, participei de antologias de ficção científica, fantasia e terror com histórias diversas, algumas delas que pretendo dar sequência. Acho que o escritor tem que navegar por todas as águas que lhe seja possível. Gosto muito do universo que criei, mas não quero ficar preso a ele indefinidamente.

Deiv Martins é uma projeção de Rober Pinheiro? O que tem em comum entre o autor e o personagem?
Pouquíssimas coisas. O Deiv é, na verdade, uma homenagem a um amigo querido, alguém especial que acabou ficando em alguma curva do caminho, que se afastou de mim por causa de uma dessas coisas da vida que a gente não entende. Alguém por quem continuo nutrindo um carinho muito grande.

Talvez o que Deiv tenha em comum comigo seja o fato de gostar da vida, de valorizar os amigos; a paixão que sente pela mãe e a garra que tem de sempre seguir em frente, não importa o que aconteça. Acho que, mesmo sem querer, acabei emprestando um pouco disso a ele.

Como você vê o mercado literário hoje para quem quer começar a carreira de escritor?
Difícil, não muito diferente do que era ontem ou do que vai ser amanhã. A grande dificuldade é vencer o medo premente que o mercado tem de investir em literatura de fantasia e no autor iniciante. Houve um crescimento a olhos vistos para a fantasia no Brasil nos últimos anos, coisa que só temos a agradecer, mas ainda estamos anos-luz do ideal. Também tem que se observar a questão da própria literatura. Com a internet, houve um boom de novos escritores, nem todos preocupados com a qualidade do que se escreve e, sim, preocupados apenas em escrever. Para um escritor que está começando agora, e até mesmo para aqueles que já têm anos de estrada, duas coisas são essenciais: escrever muito e ler mais ainda. Não adianta querer se tornar o mais novo escritor de sucesso do dia para a noite se não se tem uma base sólida de conhecimento para se criar e, acima de tudo, contar uma boa história.

Acha que algo precisa melhorar no mercado editorial?
Sim, muita coisa. Nos últimos dois, três anos, a literatura especulativa (fantasia, ficção científica e terror) ganhou bastante terreno no Brasil. Porém, ele ainda é ínfimo se comparado a mercados como o americano ou o europeu. E, além do pouco investimento no autor nacional e da quase inexistente valorização do que é produzido aqui, falta o incentivo e apoio da mídia. Pouco ou quase nada é feito pra divulgar a literatura de fantasia nacional, o que acaba relegando muito escritor ao espaço reduzido do fandom. Alcançar o grande público, é isso o que precisamos fazer.

Por isso, muito escritor tem na internet uma forma de fazer com que sua literatura ultrapasse fronteiras. Eu, por exemplo, tenho dois blogs: um, mais aberto, onde posto artigos e notícias sobre literatura fantástica, eventos e lançamentos, além de textos diversos e contos (http://roberpinheiro.blogspot.com); e um espaço dedicado a THARGOR, onde apresento materiais referentes a este universo mágico, como contos e crônicas, a cosmogonia e o panteão divino e definições de raças e lugares, além de um glossário e um dicionário de significados.

Aliás, aproveitando este espaço, peço aos leitores que continuem lendo, muito e sempre, e prestigiando a literatura de fantasia nacional. Graças ao emprenho e vontade de muitos escritores, a fantasia no Brasil deu um salto qualitativo e quantitativo muito grande e a tendência é continuar crescendo. Mas, para que isso aconteça, é preciso que haja, principalmente, leitores.

Conte-nos a sensação de ter um livro publicado e como você se sente sendo um escritor.
Em uma palavra: fantástico. E, pese o trocadinho infame, foi isso o que senti quando segurei um exemplar do “Lordes de Thargor” nas mãos pela primeira vez. Tê-lo no computador é uma coisa, agora vê-lo pronto, ao alcance de outras pessoas, dividir com elas esse sonho que é escrever... não tem outra palavra que melhor defina essa sensação. Gosto de criar histórias, de ver as pessoas embarcando comigo nas minhas viagens fantásticas. Isso pra mim, é uma recompensa que não tem preço.

Lordes de Thargor, o Vale de Eldor

Um poder ancestral ressurgiu e dois mundos separados pela guerra e pelo tempo estão novamente ameçados.
Ao encontrar um talismã perdido na colina atrás de sua casa o jovem Deiv Martins jamais imaginou que, de uma hora a outra, seu mundo viraria de cabeça para baixo.
Salvo de um ataque que quase o matou, Deiv é jogado no meio de uma Jornada em busca dos Primais, cinco grandes poderes que, unidos, podem salvar ambos os mundos, ou destruí-los por completo.
Junto com novos amigos, entre eles um poderoso guerreiro de pele azul e um mago-anão imortal, ele vai enfrentar monstros alados e perigos inimagináveis, vai encontrar reinos escondidos atrás de cortinas mágicas e vales encantados e descobrir que seu mundo possui mais faces e mistérios do que ele poderia imaginar.


Lordes de Thargor, o Vale de Eldor
Editora Biblioteca 24x7, 1ª Edição 2008, 330 páginas

Onde comprar:
Livraria Cultura
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=11027210&sid=1022162151211471767756974&k5=5F3F33D&uid=

e no Blog Thargor com 35% de desconto.
http://lordesdethargor.blogspot.com/2008/09/d.html

Maiores Informações:
Site: http://www.lordesdethargor.com/
Blog: http://roberpinheiro.blogspot.com/ e http://lordesdethargor.blogspot.com/
Primeiro Capítulo para leitura: http://lordesdethargor.blogspot.com/2008/06/lordes-de-thargor-o-vale-de-eldor_10.html
Booktrailer: www.youtube.com/watch?v=RV4GJsSAhKk

Luís Delgado

Terminei meu livro. E agora?

Você que acabou de escrever seu livro já deve ter feito esta pergunta. Não é para menos, nos aventuramos no mundo literário e assim que nossa obra está completa, diante dos inúmeros caminhos, acabamos ficando um pouco perdidos.
A princípio, a grande questão é em relação à garantia dos direitos autorais, você com certeza quer e deve registrar sua obra antes de começar a enviá-las às editoras.
Apesar de parecer algo complicado, trata-se de uma tarefa simples, que começa no site da Fundação Biblioteca Nacional, http://www.bn.br/ , na guia Serviços a Profissionais, procure pelo menu Escritório de Direitos Autorais e em seguida Registro ou Averbação.
Tudo está explicado nos arquivos em pdf disponíveis para download, basicamente você deverá imprimir seu livro e encaderná-lo, depois rubricar cada página, e a propósito, elas deve estar numeradas. Envie ainda cópia do RG e CPF junto com um comprovante de residência. Os outros documentos são o Formulário e a GRU(original), ambas disponíveis no site, mas CUIDADO, sempre verifique os procedimentos no site, pois algumas regrinhas mudam às vezes, mantenha-se ATUALIZADO.
Você deve acondicionar tudo em uma pasta polionda e encaminhar para o endereço que vem no Formulário, o prazo para receber a certidão é de mais ou menos 3(três) meses.
De posse desse documento que lhe garante a propriedade do livro, agora é hora de você começar sua jornada em busca de uma editora para realizar seu sonho de ter, quem sabe, a primeira de muitas obras publicadas.

Sucesso!
Luís Delgado