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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Rafael Lima

No Literária 15 de hoje recebo meu grande amigo Rafael Lima. Um escritor que uniu não só sua experiência literária, como também várias expressões artísticas em uma obra riquíssima, no vocabulário, na apresentação, no enredo, entre outros.

O autor apostou no uso de ilustrações para aperfeiçoar a obra e conseguiu esse efeito de maneira notável. Seu livro une estilos, se projeta para além da nossa realidade permanecendo compreensível e altamente atraente. Uma trama bem engendrada, com personagens que encatam os leitores.

Uma história que traz em si influências marcantes, belas imagens, definições de seres fantásticos, tanto já existentes, como concebidos pelo autor e pra quem se encanta ao terminar de ler, o alento de uma continuação que promete não menos do que repetir ou superar o sucesso dessa primeira parte.

Seu livro possui referências grandiosas. Até que ponto elas influenciaram na criação de sua obra?
Influenciaram demais, sobretudo na elaboração do cenário e das capacidades especiais dos personagens.

"Aura de Asíris – A Batalha de Kayabashi" narra uma grande guerra entre duas raças. Na criação dessas raças você se inspirou em algum elemento existente nos conflitos armados no mundo?
Acho que não. É verdade que as razões que fazem os banshees odiarem os furous e vice-versa são as mesmas pelas quais muitos povos guerreiam até hoje. Porém, em "Aura de Asíris - A Batalha de Kayabashi" a coisa toda é muito mais sintética. Ao menos nesse primeiro volume, é claro quem é bom e quem é mau, e, na vida real, não é assim que ocorre.

Na sua obra, há a mistura brilhante entre ambientes tecnológicos e a fantasia. Como foi esse processo? Essa "colisão"?
Sempre achei o gênero tecnofantástico interessante. Misturar utopias tecnológicas com lutas de espadas é algo muito sedutor. Final Fantasy, Star Wars, He-man e Thundercats estão aí para provar. Não que trocar phasers com inimigos a bordo de uma majestosa nave espacial seja algo insosso, mas, ao acrescentar a isso magia, deuses e combates corpo a corpo, tudo fica mais intenso e emocionante.

De que modo sua formação em publicidade reforçou sua carreira de escritor? Deixaria um conselho primordial aos novos escritores?
Enquanto estive na faculdade, aprendi não só escrever melhor, como me expressar melhor de maneira geral e fui apresentado à obras geniais. Coisas que abriram minha mente. Porém, acho que a influência que o curso de P&P exerceu no meu processo criativo para por aí. A verdade é que histórias sempre brotaram na minha cabeça, certo momento apenas comecei a colocá-las no papel.

Um conselho aos novos, como eu? rs... Leiam muito e escrevam muito.

"Aura de Asíris – A Batalha de Kayabashi" promete uma trilogia. Você pretende se lançar em outros gêneros, tramas, ou ater-se apenas a este trabalho, pelo menos por enquanto?
Tenho muitas histórias na cabeça, bem diferentes entre si. Já terminei o "Aura de Asíris - A Queda de Asíris", o segundo volume da trilogia, e estou terminando de revisar "Os Reis do Rio", um romance pós-apocalíptico situado no Rio de Janeiro. Porém, eles ainda não possuem qualquer previsão de lançamento, creio que isso dependerá muito das vendas do primeiro "Aura". Espero encontrar uma editora para eles em um futuro próximo.

"Aura de Asíris – A Batalha de Kayabashi" é repleta de esplêndidas ilustrações. Foi uma ideia que surgiu ao longo da criação, ou existiu desde o início?
Se elas são esplêndidas, isso se deve a Licínio Souza, que foi quem as materializou. Eu apenas lhe passei o briefing dos desenhos e ele fez o melhor que pôde. E o melhor dele é muito bom. Inclusive, nesse momento, ele está desenvolvendo a página inicial do site do "Os Reis do Rio".

Enquanto a história do "Aura 1" amadurecia na minha cabeça, imagens iam surgindo, cenas-chave. Elegi as que melhor representavam o livro e conheci o Licínio. Aí pronto.

Devido a sua formação acadêmica, você apontaria algum erro em especial no mercado editorial brasileiro em geral?
Parece que há certo receio, um tanto estranho, sobretudo por parte das grandes editoras, em se lançar autores nacionais do gênero especulativo. Creio que já passou da hora de diminuir a quantidade de best-sellers traduzidos e apostar mais na galera daqui que, creio eu, tem mais potencial para escrever coisas interessantes para nós, brasileiros, que estrangeiros. Obras que podem ter argumentos de venda muito melhores que "não-sei-quantos milhões de livros vendidos nos EUA", ou algo do tipo. Essa premissa, "vendeu bem lá, vai vender aqui", já está batida, além de já ter demonstrado ser, em inúmeros casos, equivocada.

É certo que, com esses blockbusters literários, as grandes brasileiras tem o seu garantido (também, pudera, investem pesado no marketing dessas obras). Porém, elas precisam arriscar mais. É preciso que surjam novos Viancos, ícones tupiniquins que alavanquem o mercado e sirvam de inspiração para novos autores tupiniquins. Seria algo extremamente benéfico para o mercado editorial brasileiro.

Há editoras de portes menores, como a Draco e a Tarja Editorial que, nesse sentido, estão muito à frente das grandes. Sabem do nosso potencial e apostam mesmo, e de forma honesta, em brasileiros. Não só isso. Pelo que ouço, tem um forte desejo de transformar suas obras em marcas lucrativas, estampando-as nos mais diversos produtos. Ou seja, possuem uma visão de negócio mais ampla, não se esforçam apenas para vender livros, e sim para estarem inseridas na indústria do entretenimento de uma forma geral. É assim que tem que ser. Bato palmas e desejo boa sorte para elas.


Aura de Asíris – A Batalha de Kayabashi

Há séculos, banshees e furous guerreiam ao norte de Asíris, mundo governado por uma avançada tecnologia e permeado por uma energia chamada Aura. Apesar dos banshees terem vencido a maior parte das batalhas, algo está para mudar.
Uma antiga lenda, que prevê o nivelamento de forças entre as duas raças e, consequentemente, o fim desta que é conhecida como a Grande Guerra, aparenta ser verdadeira quando os furous inexplicavelmente se tornam mais poderosos e capazes de derrotar seus inimigos pela primeira vez na história.
A partir daí, uma batalha sem precedentes eclode em uma região conhecida como Deserto de Kayabashi. Neste cenário de tensão e expectativa surge Yin Ashvick, um menino de doze anos que pode ser a única esperança de todos. Ele terá que enfrentar uma longa e perigosa jornada, a qual colocará à prova sua coragem, altruísmo e determinação.
Para isso, terá a ajuda de seu mestre, Hanai Ashvick, o general do exército banshee, Irwind Heatbolth e outros personagens bastante carismáticos. Cada um terá que encarar seus piores temores para descobrir a verdade por trás da onda de terror que assola sua terra e pôr fim na grande ameaça que se aproxima.

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Editora Isis
http://www.auradeasiris.com/

Luís Delgado