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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Seguimos em frente

As postagens aqui no Literária 15 que estão sob o marcador MATÉRIAS, sempre vem como um artigo explanando sobre minhas experiências nesses três anos como escritor. Sobre tudo o que aprendi, falando de Literatura, termos técnicos, conselhos, dicas, opções para o escritor. Hoje sou levado a mudar esse panorama. No dia 13 de julho de 2010, em uma terça-feira de manhã, fui convidado para uma Feira Literária organizada no Instituto de Educação Eliana Duarte da Silva Breijão, em Porciúncula-RJ, cidade onde moro.
Não foi minha primeira feira literária, ou evento referente à literatura, mas gostaria de expressar aqui meu agradecimento e sentimento, minha experiência e confiança.
De tudo o que participei, de tudo o que esperava pessoalmente, foi o evento mais surpreendente pra mim até hoje. Uma organização impecável por parte da direção, dos professores e dos alunos. Estes últimos então, transpuseram as barreiras nas apresentações. Artes manuais, o uso de notebooks mostrando a tecnologia como forte aliada, e o profundo conhecimento a respeito das obras, de autores e de movimentos. Me deparei com uma geração que não se ateve ao passado como glória única da Literatura Brasileira, mas sim, com jovens que falavam dos dias antigos e que conheciam o presente, discorrendo sobre as tendências contemporâneas, das mídias sociais como espaço de expressão artísticas e ainda dentro desse conhecimento atual revelando uma perspectiva para o futuro.
Não eram alunos que decoraram resumos de livros, eram verdadeiros artistas intensamente mergulhados em uma proposta brilhante, LER POR PRAZER. Foi uma honra ter meus livros como objeto de estudo de alguns dos alunos, perceber o quanto se debruçaram sobre a história, a competência, a loucura de ouvir minha biografia sendo dita a mim mesmo. Mas como disse um grande artista uma vez: a obra nunca está completa. Percebi isso na criação dos alunos em cima do meu trabalho, a caracterização de personagens, frases feitas em cima do título, a pesquisa a respeito de objetos da trama. Foi um grande aprendizado pra mim, um momento emocionante e inesquecível. Meu agradecimento por essa experiência tão nobre e que mostra que a esperança se renova de tempos em tempos, a cada geração o Brasil ergue seu olhar. Como costumo dizer... Já não somos as crianças do museu, somos os gigantes do novo mundo. Muito obrigado!

Sucesso!
Luís Delgado