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domingo, 16 de maio de 2010

Wilton Lazarotto e Mauro Antônio Lazarotto

Novamente o Literária 15 inova, hoje a entrevista será com dois autores, Wilton Lazarotto e Mauro Antônio Lazarotto. Wilton, filho de Mauro, foi quem estabeleceu contato para que agendássemos tudo. Os dois celebram a pareceria na literatura brindando seus leitores com seu segundo romance, O Último Cristão.

Assim como seu antecessor, A Saga de um Aprendiz, o último livro exalta polêmicas do cotidiano do ser humano, criando um ambiente muito real, onde, pai e filho, transmitem através das palavras, suas mais profundas convicções em relação à sociedade atual, revelando dramas, frustrações, exemplos de superação, a estrutura familiar entre muitos outros pontos.

A obra possui um cunho bíblico, que serve de apoio para o personagem principal em suas reflexões diante dos problemas com os quais se depara. É uma obra muito íntima, onde os autores falam abertamente de suas crenças, fazem suas críticas e propõe atitudes. Uma trama cheia de reviravoltas, onde um personagem inicialmente desacreditado, torna-se um símbolo de superação, dentro do panorama que os escritores acreditam como ideal. Nesse ponto eles apresentam o caminho de vida que seguem e convidam o leitor a experimentá-lo.

Desde o início foi um projeto de vocês escreverem obras juntos? Ou o primeiro livro “A Saga de um Aprendiz” foi que inspirou essa parceria?
Desde o início escrevemos juntos, buscamos juntar a experiência de ambos. Para assim, desenvolver as obras com mais qualidade.

Muitas vezes os personagens refletem a essência do autor, sendo sua voz ressoando nas palavras. Como foi a criação do personagem Oruam em “O Último Cristão”? Ele reflete a personalidade de ambos, ou apenas de um de vocês?
O personagem é apenas uma ficção, não reflete a personalidade dos autores. Ele é apenas o porta-voz da mensagem que o livro transmite. O conteúdo do livro é o que os autores pensam em relação a alguns integrantes da nossa sociedade. E com base em experiências vividas pelos autores, criou-se o personagem Oruam para a construção da obra.
O nome Oruam foi escolhido como personagem principal que é o nome do autor Mauro, ao contrario.

Há temas polêmicos no livro, como drogas, conflitos religiosos, brigas familiares, entre outros. Como tem sido o retorno dos leitores diante do posicionamento de vocês quanto a esses temas?
Alguns leitores elogiam a obra, confirmando que nossas teorias são o que reflete a realidade. Alguns nos procuram colocando sua opinião que somos um pouco radical em determinadas situações. Porém, ambos os leitores elogiam a trama que decorre na história.

Oruam é seguido como um líder na trama, alguém que lida com a crença religiosa de outros. Como veem essa relação? Acham-na perigosa?
Definitivamente não!
A relação de uma pessoa que propaga a fé, que faz com que as pessoas venham a viver melhor, é bem aceita até mesmo pelos Ateus. Não oferecendo nenhum perigo a quem escreve ou faz comentários em relação a religiões. Nós não nos referimos a nenhuma determinada igreja, apenas falamos da bíblia.

Vocês pensam em continuar escrevendo juntos, ou já existe a ideia de cada um escrever sozinho alguma obra?
Continuamos pensando em desenvolver novos livros juntos. Foi uma parceria que deu certo e pretendemos continuar enquanto for possível. Em nossas obras defendemos a estrutura familiar, e desconhecemos autores que escrevem juntos pai e filho, da forma com que fazemos.

É um ideal de vocês provocar transformações sociais através de seus livros?
O livro não tem o poder em si de transformar a sociedade. Mas o leitor cria um conceito em relação à obra e pode mudar um pouco seu comportamento. Toda pessoa que começa a ler um livro não é a mesma que termina. Porque ocorre a transformação em seu conhecimento, fazendo com que ela mude para melhor.

Oruam é tido inicialmente como um personagem depressivo e em busca de respostas. À que passagem, conflito, ou ainda emoção vocês acham que se deve, mais fortemente, a superação o personagem?
Foi buscando conforto nos evangelhos bíblicos. A força de sua fé fez com que ele compreendesse que sua força estava dentro de si. Conseguindo assim superar seus traumas e medos vencendo assim todos os obstáculos. E com sua força de vontade foi um general na batalha contra a depressão, se tornando um vitorioso, fazendo a diferença pelos lugares em que passou. Um ser nada materialista vivendo apenas em busca de conhecimento, que cada situação em que saí vencedor ele deixa para seus seguidores.




O Último Cristão



Um depressivo homem sem rumo deixa sua cidade e segue pelos vales da existência. Excluído de sua própria família, rejeitado pela própria esposa, forçado a largar tudo, segue em frente na busca de respostas por locais desconhecidos. Devido ao seu conhecimento bíblico, em sua lembrança apenas motivações religiosas importavam naquele momento.
Seguindo o seu destino e os profetas de seus sonhos, Oruam consegue desvendar os mistérios que o envolviam e que faziam parte de sua própria existência. Conseguiu notar os pequenos erros em meio a uma sociedade agigantada. Seus discursos verdadeiros, diante das injustiças, serviram para simplesmente ser perseguido moralmente.
Oruam, infelizmente, viveu as conseqüências da pobreza moral da sociedade sem ética. Com sua personalidade de caráter honesto e humilde propagou a fé maior e a luta pelos sonhos e objetivos. Caminhando pelas lacunas sociais, buscou fontes de sobrevivência, conquistou seu espaço e, por fim, tornou-se um diferencial pelos longos caminhos que passou.

Editora biblioteca24x7 (Local pra compra http://www.biblioteca24x7.com.br/ )
Autores: Wilton Lazarotto & Mauro Antonio Lazarotto // Ano Lanç: 2010


Luís Delgado