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domingo, 16 de maio de 2010

Primeira vs. Terceira pessoa

Você já deve ter lido obras nessas duas narrativas, tanto em livros de ficção quanto em livros de não-ficção. Mas já parou para analisar as incríveis características de cada uma delas? De como cada uma tem peculiaridades enormes e demonstram inúmeras possibilidades?
Tomemos como exemplo os livros de ficção. Quando narrados na terceira pessoa, muitos pensam que, quem conta a história, tem a completa noção de tudo o que acontece, do pensamento e emoções dos personagens, de seus destinos, e que quando surpreende com algum acontecimento o faz estrategicamente para não estragar a trama, sendo que já sabia de tudo antes. Complicado? Talvez... Mas tudo pode ir muito além.
Quando falamos em primeira pessoa é diferente, o personagem ou autor que narra, não toma conhecimento de tudo, pelo menos nos primeiros capítulos, às vezes é surpreendido, parecendo ser mais cadenciado do que a outra narrativa, como se o narrador não pudesse saber mais sobre a trama do que o autor.
Ambos têm suas vantagens, todos podem falar das emoções de todos os membros da história, em alguns casos a narrativa em terceira pessoa é mais abrangente e, a outra, muito pessoal quanto a quem que narra.
Mas fala-se em muitos prismas de narrativa como: Narrador-Observador, Narrador-Observador Onisciente, Narrador-Observador Câmera, Narrador-Personagem Protagonista, Narrador-Personagem Testemunha, Narrador Intruso e Neutro.
Portanto, não se curve às regras, saiba que existe muito a ser explorado, sendo que você pode até desenvolver um estilo novo de narrativa, use e abuse de sua criatividade e lembre-se que ambas também têm suas vantagens e desvantagens, mas que podem ser muito bem exploradas. Experimente as duas e aproveite!

Sucesso!
Luís Delgado