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terça-feira, 2 de março de 2010

Rober Pinheiro


É com um imenso prazer que recebo hoje aqui no Literária 15, Rober Pinheiro. Um grande amigo que conheci quando publicava meus primeiros livros, éramos da mesma editora e aos poucos fui conhecendo essa pessoa fantástica.

Rober tem um talento notável, não é apenas mais um escritor de livros de fantasia, seu processo de criação é de uma profundidade incrível, a capacidade de criar mundos, engendrar seres e tecer as mais belas e impressionantes realidades surpreende qualquer um. Às vezes é quase possível tocar esse mundo, se tornar íntimo de seus personagens e viajar com eles por Thargor.

Poderes ancestrais, guerreiros, mistérios, monstros e perigos emocionantes nos levam a sentir na pele esta jornada única.

Esse é seu diferencial, tudo é muito verdadeiro e coerente, as tramas são muito bem concatenadas, há emoção e acabamos viajando nas belas aventuras que se desenrolam em cada página.

Uma breve descrição desse grande autor: "Rober Pinheiro é cearense de nascimento e paulista por força do destino, desde cedo desenvolveu um gosto todo especial pela literatura, principalmente aquela com inclinação para a magia e aventura. O primeiro romance, "Lordes de Thargor, o Vale de Eldor", tem muito de ambas as coisas. Também participou da antologia sci-fi Invasão, do quarto volume do "Projeto Paradigmas", da seleta de contos fantásticos "No Mundo dos Cavaleiros e Dragões" e é o prefaciador da antologia "UFO - Contos Não Identificados. Atualmente, trabalha o segundo livro da série Lordes de Thargor, chamado "O Herdeiro de Seämus".

Quando e por que você decidiu escrever Lordes de Thargor o Vale de Eldor?
Minha paixão pela literatura vem desde pequeno. No pouco tempo que sobrava entre trabalho e escola (comecei a trabalhar cedo, por volta dos 11 anos) eu me enfiava de cabeça em uma pilha de revista em quadrinhos. Aos poucos, fui migrando pros livros, e aos quinze, já tinha lido nomes interessantes da literatura mundial, como García Márquez, Salinger, Saramago, Ubaldo Ribeiro e Murilo Rubião. O negócio da escrita começou por essa época também. Ganhei de presente uma agenda escolar e comecei a preencher as páginas com histórias de deuses e guerreiros (algumas de super-heróis também) e fui criando pequenos contos desconexos, cuja única ligação entre si eram a temática fantástica. Algum tempo depois, mostrei esses contos a um amigo e ele me sugeriu reuni-los em algo maior e escrever sobre isso. Foi o primeiro passo para a criação do mundo de Thargor. A partir daí, dos contos e da ideia, comecei a esboçar um universo inteiro, com geografia, cronologia, raças, crenças, mitos e tudo o mais que pudesse me ajudar na composição de uma história que fosse ao mesmo tempo interessante e que tivesse embasamento em tudo àquilo que eu havia livro/visto/aprendido. Assim, nasceu o “Lordes de Thargor”, surgido da minha inclinação pela fantasia. Sempre admirei a capacidade que alguns autores fantásticos, como Gabriel García Márquez e Murilo Rubião, tinham de nos mostrar o quanto podemos enxergar de nós mesmos através do uso do lúdico.

O mundo de Thargor, as raças e criaturas surgiram antes da trama ou foram criadas em consequência da história?
Na verdade, as ideias surgiram praticamente juntas e foram passadas pro papel em tempos diferentes. O arco de histórias que originou o primeiro livro surgiu primeiro, a partir dos conselhos que recebi do meu amigo e de muitos dos contos que eu havia escrito. Porém, pra dar vazão à história eu precisava embasá-la. Então, criei e desenvolvi as ideias pra raças, cosmogonia, geografia e tudo o mais que faz de Thargor um universo tão amplo. Antes de iniciar a história do primeiro livro, passei para o papel (e posteriormente pro blog) todo o material que havia criado para dar sustentação à história, material que pode ser acessado no blog Thargor (www.lordesdethargor.com).

Pelo visto você está escrevendo uma sequência, além de participar em antologias. Pretende fazer de Lordes de Thargor uma grande série, talvez dedicar-se apenas a este romance? Ou pretende escrever ainda romances de outro gênero?
Lordes de Thargor é a minha menina (ou seria menino?!) dos olhos. Foi a primeira história que escrevi e que realmente tomou muito de mim. Então, é normal que eu tenha por ela uma grande paixão. Porém, Thargor é um mundo de muitas histórias e, além dos livros deste primeiro arco, tenho outros contos passados em épocas diferentes e com personagens diferentes, além de projetos que envolvem personagens ainda desconhecidas do Reino Dourado. Aparte disso, participei de antologias de ficção científica, fantasia e terror com histórias diversas, algumas delas que pretendo dar sequência. Acho que o escritor tem que navegar por todas as águas que lhe seja possível. Gosto muito do universo que criei, mas não quero ficar preso a ele indefinidamente.

Deiv Martins é uma projeção de Rober Pinheiro? O que tem em comum entre o autor e o personagem?
Pouquíssimas coisas. O Deiv é, na verdade, uma homenagem a um amigo querido, alguém especial que acabou ficando em alguma curva do caminho, que se afastou de mim por causa de uma dessas coisas da vida que a gente não entende. Alguém por quem continuo nutrindo um carinho muito grande.

Talvez o que Deiv tenha em comum comigo seja o fato de gostar da vida, de valorizar os amigos; a paixão que sente pela mãe e a garra que tem de sempre seguir em frente, não importa o que aconteça. Acho que, mesmo sem querer, acabei emprestando um pouco disso a ele.

Como você vê o mercado literário hoje para quem quer começar a carreira de escritor?
Difícil, não muito diferente do que era ontem ou do que vai ser amanhã. A grande dificuldade é vencer o medo premente que o mercado tem de investir em literatura de fantasia e no autor iniciante. Houve um crescimento a olhos vistos para a fantasia no Brasil nos últimos anos, coisa que só temos a agradecer, mas ainda estamos anos-luz do ideal. Também tem que se observar a questão da própria literatura. Com a internet, houve um boom de novos escritores, nem todos preocupados com a qualidade do que se escreve e, sim, preocupados apenas em escrever. Para um escritor que está começando agora, e até mesmo para aqueles que já têm anos de estrada, duas coisas são essenciais: escrever muito e ler mais ainda. Não adianta querer se tornar o mais novo escritor de sucesso do dia para a noite se não se tem uma base sólida de conhecimento para se criar e, acima de tudo, contar uma boa história.

Acha que algo precisa melhorar no mercado editorial?
Sim, muita coisa. Nos últimos dois, três anos, a literatura especulativa (fantasia, ficção científica e terror) ganhou bastante terreno no Brasil. Porém, ele ainda é ínfimo se comparado a mercados como o americano ou o europeu. E, além do pouco investimento no autor nacional e da quase inexistente valorização do que é produzido aqui, falta o incentivo e apoio da mídia. Pouco ou quase nada é feito pra divulgar a literatura de fantasia nacional, o que acaba relegando muito escritor ao espaço reduzido do fandom. Alcançar o grande público, é isso o que precisamos fazer.

Por isso, muito escritor tem na internet uma forma de fazer com que sua literatura ultrapasse fronteiras. Eu, por exemplo, tenho dois blogs: um, mais aberto, onde posto artigos e notícias sobre literatura fantástica, eventos e lançamentos, além de textos diversos e contos (http://roberpinheiro.blogspot.com); e um espaço dedicado a THARGOR, onde apresento materiais referentes a este universo mágico, como contos e crônicas, a cosmogonia e o panteão divino e definições de raças e lugares, além de um glossário e um dicionário de significados.

Aliás, aproveitando este espaço, peço aos leitores que continuem lendo, muito e sempre, e prestigiando a literatura de fantasia nacional. Graças ao emprenho e vontade de muitos escritores, a fantasia no Brasil deu um salto qualitativo e quantitativo muito grande e a tendência é continuar crescendo. Mas, para que isso aconteça, é preciso que haja, principalmente, leitores.

Conte-nos a sensação de ter um livro publicado e como você se sente sendo um escritor.
Em uma palavra: fantástico. E, pese o trocadinho infame, foi isso o que senti quando segurei um exemplar do “Lordes de Thargor” nas mãos pela primeira vez. Tê-lo no computador é uma coisa, agora vê-lo pronto, ao alcance de outras pessoas, dividir com elas esse sonho que é escrever... não tem outra palavra que melhor defina essa sensação. Gosto de criar histórias, de ver as pessoas embarcando comigo nas minhas viagens fantásticas. Isso pra mim, é uma recompensa que não tem preço.

Lordes de Thargor, o Vale de Eldor

Um poder ancestral ressurgiu e dois mundos separados pela guerra e pelo tempo estão novamente ameçados.
Ao encontrar um talismã perdido na colina atrás de sua casa o jovem Deiv Martins jamais imaginou que, de uma hora a outra, seu mundo viraria de cabeça para baixo.
Salvo de um ataque que quase o matou, Deiv é jogado no meio de uma Jornada em busca dos Primais, cinco grandes poderes que, unidos, podem salvar ambos os mundos, ou destruí-los por completo.
Junto com novos amigos, entre eles um poderoso guerreiro de pele azul e um mago-anão imortal, ele vai enfrentar monstros alados e perigos inimagináveis, vai encontrar reinos escondidos atrás de cortinas mágicas e vales encantados e descobrir que seu mundo possui mais faces e mistérios do que ele poderia imaginar.


Lordes de Thargor, o Vale de Eldor
Editora Biblioteca 24x7, 1ª Edição 2008, 330 páginas

Onde comprar:
Livraria Cultura
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=11027210&sid=1022162151211471767756974&k5=5F3F33D&uid=

e no Blog Thargor com 35% de desconto.
http://lordesdethargor.blogspot.com/2008/09/d.html

Maiores Informações:
Site: http://www.lordesdethargor.com/
Blog: http://roberpinheiro.blogspot.com/ e http://lordesdethargor.blogspot.com/
Primeiro Capítulo para leitura: http://lordesdethargor.blogspot.com/2008/06/lordes-de-thargor-o-vale-de-eldor_10.html
Booktrailer: www.youtube.com/watch?v=RV4GJsSAhKk

Luís Delgado